O xamanismo ameríndio: uma perspectiva do pensamento indígena

Autores/as

Wandreus Correia
UFPB

Palabras clave:

Populações indígenas, Educação e Espiritualidade e Desenvolvimento Socioemocional, Ciências das religiões - Brasil

Sinopsis

O presente ensaio tem o objetivo de apresentar o pensamento indígena, usando, principalmente, como lente analítica, a obra do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro (1986; 2006; 2007; 2009; 2014).  Na primeira parte apresenta os conceitos usados como ferramentas de compreensão do cosmo indígena, contrapondo-os a conceitos sobre a sociedade ocidental, desenvolvidos pela filosofia de Deleuze & Guattari (2011; 2012). Na segunda parte é feita uma discussão sobre o pensamento ameríndio à luz das Ciências das Religiões. Na terceira parte é desenvolvida uma compreensão sobre o universo espiritual e material ameríndio. E ainda discorre sobre o elemento cardinal da vida indígena, o xamanismo1. Por fim, busca um extrato que possa desenvolver a possibilidade de “pensar junto” com os conceitos ameríndios apresentados por Viveiros de Castro, no capítulo de conclusão “inteligência espiritual”.

O objetivo principal é discorrer a respeito do xamanismo como pensamento, modo de vida e “virtualidade” imanente; dessa forma, verificar a sociabilidade indígena com seu ambiente próprio, e que tipo de produção acontece com o encontro da multiplicidade de corpos em um cosmo de transversalidade fluída. A ideia também é contrapor em alguns momentos com o ambiente “neurotizado” ocidental, suas “agencias”, e cultura antropocêntrica. O objetivo secundário é buscar desenvolver uma articulação pós estruturalista, que permita uma análise de construção de pensamento através de “afecções”, “afetos”, relações, que possibilitem perceber uma terapia da mente possível na linha “espiritualidade e saúde”.

O intento primeiro desse trabalho, foi de percorrer a proposta do título original, que era “O pensamento ameríndio: o xamanismo filosófico como terapia da mente”; que foi se construindo na proporção de três momentos: insights, leituras e a pesquisa propriamente dita.  A ideia inicial foi pensar substancialmente na proposta spinozista vista em uma exposição de Claudio Ulpiano sobre “Pensamento e liberdade em Spinoza” ¹; onde ele discorre a respeito dos três momentos da formação do inconsciente, e desenvolve o raciocínio de “linhas criativas (criadoras)” a partir do entendimento do mundo.

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Citas

Viveiros de Castro; Lévi-Strauus; Eliade; Kopenawa; Krenak; Deleuze & Guattari.

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Publicado

julio 23, 2026

Detalles sobre esta monografía

ISBN-13 (15)

978-65-5942-332-3